Seis das oito empresas de transportes públicos que tiveram pré-avisos de greve estão paralisadas, disse esta quinta-feira o coordenador da FECTRANS, José Oliveira, adiantando estar a analisar a pouca adesão registada na Carris e na CP.
"Do conjunto das oito empresas que tiveram pré-avisos de greve, seis estão praticamente paralisadas - Transtejo, Soflusa, CP Carga, SCTP, Metropolitano de Lisboa e Refer", avançou José Oliveira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, citado pela Agência Lusa.
"Algumas (empresas) - a Carris e a CP -, por razões diversas que estamos a analisar, não tiveram uma adesão tão grande como seria de esperar", acrescentou.
Sublinhando que, "no conjunto, o balanço até ao momento é positivo", José Oliveira explicou que a greve tem como objectivo fazer dois tipos de pressão.
"Um tem a ver com o plano estratégico de transportes e todas as medidas que esse plano implica para os trabalhadores destas empresas, desde redução de postos de trabalho, redução de salários, extinção dos acordos de empresas, etc", referiu.
O plano estratégico de transportes "tem também um conjunto de impactos negativos para a população, um dos quais já se verifica, que é o aumento do preço dos transportes, mas também a redução de serviços".
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