Um estudo da Nielsen sobre o comportamento da música na Europa confirma que o rock praticamente desapareceu das preferências dos ouvintes.
As conclusões são sustentadas em vendas físicas e digitais e airplay radiofónico. Além de o rock praticamente ter desaparecido das tabelas, conclui-se que os géneros europeus mais populares são a pop e a dança.
A facilidade de penetração de artistas americanos na Europa leva também a que géneros como o hip hop e o R&B se revelem extremamente populares. Os primeiros são os únicos a obterem êxito global, ao contrário dos músicos europeus que sentem enormes dificuldades em conquistar outros mercados, nomeadamente o americano.
Adele é, por diversos motivos, a excepção. Nos países europeus, os artistas do sul, centro e leste demonstram menos hipóteses de atravessar fronteiras do que artistas do norte.
A Roménia é a excepção dos últimos anos. A música em inglês domina o airplay das dádios e as vendas digitais e embora com variações de país para país, nunca ultrapassa os 25%.
O estudo recomenda apoio à música ao vivo, sobretudo a festivais e novo talento, suporte financeiro para campanhas de promoção internacionais, incentivos criativos para que as rádios toquem música europeia, chamar a atenção através de virais e a criação de um Observatório Europeu para a Música para monitorizar a produção europeia.
Por falar em números, Adele tornou-se na primeira artista a ter três singles na liderança do top americano enquanto um álbum ocupa a mesma posição. Esta semana, «Set Fire To The Rain» comanda e o álbum «21» também.
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