Arranque dos trabalhos no futuro mercado municipal de Amares

 

Já começaram os trabalhos para a construção do novo mercado municipal de Amares. O projecto foi apresentado em reunião do executivo, pela voz de Pedro Veloso, o arquitecto que, juntamente com Rui Reis e Maia da Cunha, desenvolveu o projecto. O local onde vai “nascer o novo edifício” já está vedado, e as máquinas fazem, por estes dias, a planagem do terreno.

O edifício será constituído por dois blocos A e B com seis pisos, e mercado municipal com um piso. O promotor é a empresa Archee Madeira, Construções L.da que pretende instalar 35 habitações que variam entre o tipo T1 e T4, 4 lojas para comercio, restauração e bebidas, serviços e mercado municipal, a ceder à Câmara Municipal de Amares como bem presente por bem futuro.
Ao Praça Local, Pedro Veloso explicou que “o programa do mercado foi desenvolvido de modo a garantir o seu pleno funcionamento nos dias de feira, e com a instalação de 5 pequenas lojas com acesso directo ao exterior, para o seu funcionamento diário”. Desta forma, garante-se que a infraestrutura possa ser “de facto rentabilizada” pelos comerciantes e utentes do concelho.
O mercado municipal terá um piso com capacidade para 34 espaços comerciais, subdivididos em 8 pequenas lojas e 26 bancas, para agentes económicos singulares e ou colectivos, permitindo um regime de ocupação sazonal ou permanente. Estão, também, garantidos espaços de serviços de apoio ao mercado bem como as respectivas instalações sanitárias. Assim, prevê-se a instalação de 5 pequenas lojas para funcionamento diário com acessos directos ao interior do mercado e ao exterior, 2 lojas para posto de venda de carnes desmanchadas e enchidos, 6 bancas para peixaria e 20 lugares para hortícolas, floristas e outros produtos perecíveis, até agora vendidos ao ar livro, no campo da feira.

EDIFÍCIO EVOLUTION
De acordo com informação disponibilizada pela equipa de arquitectos, “o edifício foi pensado como uma pequena unidade de habitação, inspirado no exemplo de Marselha, não no seu caracter formal mas sim funcional, devidamente reequacionado para o meio sócio-cultural onde se insere. A esta premissa foi acrescentada outra, o caracter evolutivo das tipologias, para assim, se fazer face á conjuntura actual, permitindo garantir a oferta de acordo com as necessidades dos utentes. De acordo com a procura é possível evoluir de uma tipologia para outra, bastando a simples abertura ou fecho de um vão de porta”. O formato duplex das habitações permitiu reduzir às caixas de escadas e aos elevadores. Previstas estão, no máximo, 37 fracções constituídas por sala comum, cozinha, banhos, quartos e demais espaços de circulação interna.

SEGURANÇA E HIGIÉNE DO LOCAL
A ventilação de todo o espaço está garantida com ventilação natural através de grelhas protegidas por rede mosquiteira, situadas no perímetro da nave do mercado.
O piso do espaço será revestido com material antiderrapante, anti gorduroso e anti cortante, o que denota a preocupação da equipa de arquitectos com as normas de segurança e de higiene.
Considerando o projecto na totalidade, “pretendeu-se criar um edifício com uma imagem dinâmica de modo a articulá-lo com a praça, mercado e com a Avenida de Santo António”. Para isso, optou-se por elementos plásticos associados às texturas dos materiais, criando “tensões visuais, que procuram não só o equilíbrio dinâmico da composição como também a sua integração na envolvente, sem deixar de aproveitar a sua demarcação visual no espaço”.

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